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Aprenda a investir mesmo durante a crise

Está difícil sobrar dinheiro, mas quando isso acontece é preciso estratégia. Qualquer que seja o dinheiro que você guarda e depois investe é sinal que você tem características de investidor, o que é muito bom.

Contudo, faço um alerta, tome cuidados com excessos, fique atento para não se tornar uma pessoa pão dura, mesquinha e avarenta. Isso é um caminho muito comum das pessoas que querem ser investidores.

Outro ponto é que muitos dos investidores acabam aplicando seus recursos financeiros sem critérios, sem destino e sem o porquê deste investimento. Quando isso acontece, o risco da pessoa perder esse dinheiro é muito grande. Seja para ajudar alguém em algum momento difícil ou para arriscar um ganho de taxas de juros maiores.

Digo isso, porque muitos são os investidores que, por não terem claramente definido e carimbado esse dinheiro, acabam emprestando, mesmo para pessoas de sua confiança, com juros maiores, sem qualquer tipo de garantia. E muitas destas, perdem esses recursos financeiros.

É fundamental que o dinheiro investido, seja adequado ao tempo desses objetivos. É muito comum as pessoas colocarem esses recursos em uma única aplicação, em uma única instituição financeira, o que perante a educação financeira, está totalmente equivocado.

Ensinamos para as crianças que devem ter sempre três cofrinhos, para que possam aprender e criar hábitos de poupança, respeitando o tempo das coisas: um para sonhos de curto prazo, um para sonhos de médio prazo e um para sonhos de longo prazo. E detalhe, ao mesmo tempo estes devem estar sendo alimentados. Também carimbar em cada um deles, o sonho a ser realizado.

Você pode estar me perguntado, mas investir o dinheiro no cofrinho não rende juros? Sim, não rende porque não é investimento, é poupança. É o ato mais importante do que o investir. Será que você está ensinando desse jeito para o seu filho?

Muitas pessoas na crise acabam tendo que utilizarem esses recursos financeiros de suas aplicações. O cuidado durante a crise é que esta reserva deve ser preservada ao máximo. Lembre-se, trata-se de sua garantia de sustentabilidade financeira na crise. É preciso olhar além desta reserva para entrada de dinheiro na crise, ou seja, o seu salário, seu ganho financeiro. É com ele que você deve se sustentar na crise.

Se isso não acontece, é bem provável que você não tenha reduzido seu padrão de vida, o que pode ser fatal para sua sustentabilidade financeira pós crise.

Responda estas perguntas:

  • Por que você está investindo seu dinheiro?
  • Qual é o seu objetivo/sonho com esse recurso investido?
  • Você tem reserva financeira (que não seja dos seus sonhos) para se manter até 6 meses e enfrentar uma possível e futura crise?
  • Durante e após a crise, você conseguiu continuar guardando e investindo seu dinheiro?
  • Durante e após a crise, você conseguiu se manter com seu ganho/salário independente da sua reserva financeira?
  • A rentabilidade do seu dinheiro aplicado, continua sendo o mesmo de antes da crise?
  • Você já fez o diagnostico nos seus investimentos pós crise, para buscar por melhores taxas com segurança?

Atentar-se também para o aumento do custo de vida durante e depois a crise. Por se tratar de um momento turbulento da economia, produtos e serviços podem aumentar muito. Até porque geralmente o governo busca por salvar sua população, se descapitalizando com reservas que nem ele mesmo tem, causando uma inflação pós crise.

Nessa obra falo sobre a perda do poder aquisitivo das famílias. Esse tem sido um grande vilão da sustentabilidade financeira delas. No pós-crise, os valores de produtos e serviços, tendem a acelerar ainda mais a perda desse poder de compra do dinheiro. Toda a atenção é necessária, para que faça essa reparação, buscando pela adequação entre seus ganhos e seus gastos.

Sobre Reinaldo Domingos – Está à frente do canal Dinheiro à Vista. É PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.